terça-feira, 16 de junho de 2015

11/02/15 - início da jornada - a caminho de mim

11 de fevereiro de 2015
aula 01

Apesar do temor provocado pela descoberta recente sobre os 09 (nove!) textos que deveria ter lido para a aula de hoje, encarei o desafio.
A aula, muito mais tranquila do que imaginei, foi mais um reconhecimento de campo por parte de todos, do professor Adriano Cruz e dos estudantes, cerca de 20 dentre alunos regulares e especiais. Um clima amistoso instalou-se desanuviando os caminhos.

Apresentações terapêuticas, reveladoras e até íntimas foram realizadas no primeiro momento. Com seis dados predeterminados pelo professor a serem compartilhados, estas foram minhas escolhas:

Nome (preferido): Cely Farias.
Espetáculo preferido: A Caminho de Casa, do Grupo Armazém (RJ).


Filme preferido: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain


Roteiro para seguir os passos de Amélie Poulain em Paris: http://www.viajandonomundo.com.br/index.php/o-dia-a-dia-de-amelie-poulain-em-paris/


Filme completo: 


Teste de elenco do filme: 


Música preferida: Espumas ao Vento, de Raimundo Fagner, na voz de Elza Soares, sobre as cenas do filme Lisbela e o Prisioneiro.

No vídeo acima não aparecem as cenas do filme, infelizmente. Mas a música ainda é linda, e os bailarinos do vídeo tem um excelente desempenho.

Ator/Atriz preferido (não consegui eleger uma única pessoa): Marco Nanini, Irandhir Santos, Ceronha Pontes, Fernando Teixeira

Ceronha Pontes



Fernando Teixeira



Marco Nanini 



Irandhir Santos


Livro: Eu gosto muito de Antígona, de Sófocles, e de Casa de Bonecas, de Ibsen. Mas, não quis citar dramaturgias para não parecer muito hermética, e então me dei conta de que ou leio dramaturgia ou livros teóricos. Vez por outra, poesia. Mas, há muito não leio um romance. Enfim, para fazer um suspense, deixando para revelar no final, e querendo fugir um pouco dos clássicos ou intelectualíssimos citados pelos colegas, lancei o meu chocante “50 tons de cinza”, com a justificativa: “porque me excita”. E é só.

Fonte (e talvez você consiga um download): 



Esta atividade de apresentação foi desenvolvida também no sentido de exercitar o foco individual, uma vez que teríamos que escolher apenas um entre várias (supõe-se) possibilidades. Além das provocações geradas no decorrer, também objetivou-se a criação de redes, trocas, emaranhados de referências.

Falando nisso, algumas que me ficaram para conhecer mais tarde:

Indicações:

Filmes: O Baile; Vermelho como o céu; Dog Ville (rever); todos de Cassavetes; Cinema Paradiso; Minutos atrás; A viagem de Shihiro; Como água para Chocolate.

Livros: algum de Humberto Eco, pode ser O Pêndulo de Foucaut, que já tenho; Freakonomics, de Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner; Clarissa Pincolas.


A disciplina que se inicia hoje é teórica, de fundamento, e tem como tema central a condição pós-moderna na produção, divulgação e consumo de imagens.

Algumas reflexões:
A pré-modernidade, a modernidade e a pós-modernidade coexistem. Na contemporaneidade, o sujeito ganha estaque, ao invés do coletivo. A comunicação tem como característica principal a mediação, seja esta feita por inúmeras ferramentas. Existe uma relação íntima entre a técnica e a arte, uma vez que nossa cultura é predominantemente técnico-informacional, ouu seja, tudo é mediado.

Assistimos ainda um vídeo de uma entrevista concedida pelo sociólogo Zigmunt Bauman:



Algumas provocações da entrevista imediatamente reverberaram em mim.
Ah, a modernidade líquida. Multiplicação e questões ambientais. Democracia em decadência, modificou-se através dos tempos, mas há a necessidade de uma democracia global, diferente da atual. O problema da autonomia do indivíduo. O que é privado? Ágora pós-moderna, talkshows da TV são confessionários públicos. O Facebook também.

LAÇOS HUMANOS ≠ REDE (facilmente desconectável) ≠ COMUNIDADE

As relações humanas são bênçãos e maldições, algo que está entre a segurança e a liberdade, a solidão e a multidão simultâneos.

Qual o modelo de felicidade? Por que ainda recebemos o modelo socialmente aceito e por que ele funciona cada vez menos?

A comunidade precede você, já a rede é feita e mantida viva pelo conectar e pelo desconectar. Você não pertence a ela. E é essa facilidade para desconectar-se a característica mais atrativa da rede. E isso mina completamente os laços humanos.

Século XX é o tempo da sociedade de consumo, de onde emerge a fragmentação da vida humana. Não mais projeto de uma vida inteira, há episódios, temporários, passageiros. A individualização da sociedade gera uma identidade própria a cada indivíduo, criada por ele a partir do zero, sendo redefinida continuamente, uma vez que há muitas mudanças no decorrer da vida.

Há duas coisas irreversíveis:
1. a multiplicação das relações, conexões, comunicações => todos dependemos uns dos outros, estamos todos no mesmo barco.
2. controle da natureza, dilema ambiental => estamos no limite da sustentabilidade do planeta.

Onde fica a discussão sobre o bem comum? Sobre a sociedade como um todo? A Ágora foi conquistada não mais pelos regimes totalitários, mas pela esfera da privacidade. “Nós instalamos microfones no confessionário.”


Já a ideia de liberdade nos é oferecida amplamente, como direito conquistado e acessível a todos, mas ainda está atrelada a sentimentos como medo, solidão e desamparo. Liberdade falsa, cerceada pelo consumismo, fabricada pela mídia, não passa de ilusão.

Eu, definitivamente, não quero me pautar pela expectativa alheia.


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