4
de março de 2015
Mapa
de imagens
Iniciamos
a aula com a apresentação de alguns mapas de imagens. Achei muito interessante
o que foi apresentado por Leandro, embora a internet da sala não estivesse
funcionando, o que atrapalhou um pouco a apresentação. Ele mostrou o conteúdo
que passeava por várias áreas de interesse dele, como um grande compêndio de
tudo que o move.
O
meu mapa de imagens seria físico, seguindo a ideia da garrafa com mensagem. Mas
no fim, decidi fazer um mapa do tesouro virtual, revelando um pouco dos meus tesouros
pessoais e também dos caminhos labirínticos que a vida toma, com mudanças
repentinas de rumos, rompimentos e repetições. Para tanto, utilizei a ferramenta
Prezzi, ainda de forma experimental, pois esta é minha estreia na plataforma.

Realizamos
ainda uma discussão sobre o texto de Raphaela Silva Ramos: Cena Líquida: a arte
teatral em aderência e resistência à contemporaneidade.
Algumas
reflexões sobre o texto me pegaram. Fui provocada enquanto condição de vítima e
de autora, ou ser objeto e passar a ser sujeito, criar meus próprios
referenciais, já que como artista o meu papel é transgredir. O mundo
contemporâneo já não possui verdades absolutas, referências definitivas, regras
rígidas. A liberdade de criação é tão absoluta, ao mesmo tempo em que a nossa
formação ainda é tão limitada. Sinto que tudo isto nos torna impotentes, com a
falsa sensação de liberdade, mas encarcerados em jaulas invisíveis e quase
inquebráveis. As grandes instituições de poder já não existem como antes, ou
pelo menos não tão claramente. O poder público, o Estado, já não controla tão
fortemente o cidadão, mas este agora é massa de manobra das iniciativas
privadas, das grandes corporações capitalistas, verdadeiros donos do poder na
atualidade.
Outros
dois textos foram discutidos:
- Da
cultura das mídias à cibercultura. Lucia Santaella.
-
Passagem da Modernidade à Pós-Modernidade. David Harvey.
Reverberações:
A utopia de um mundo melhor, o Comunismo, desmorona. As distopias das décadas
de 70 e 80. O Estado perde seu poder. O moderno flerta com o passado,
ressignificando-o.
Indicações:
Livros:
Meus métodos criativos; A escrita de si, de Foucault.
Filmes:
Cidadão Kane (rever); Veludo Azul.
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