22
de abril de 2015
Perfoda-se
Hoje
assistimos ao documentário Perfoda-se, trazido pelo Prof. Dr. Adriano Cruz, apresentado
como resultado prático do trabalho de conclusão de curso no Departamento de
Comunicação (UFRN), dirigido por Williane Gomes e Vanessa Paula Trigueiro a
partir do encontro promovido pelo II Circuito Regional de Performance BodeArte
em Natal - RN, no mês de maio de 2012.
O
vídeo é muito interessante, além de fazer um panorama de várias produções no
campo da performance, ele passeia por opiniões bem diversas de especialistas e
praticantes da performance. Sem a pretensão de ser um vídeo definitivo, ou
pedagógico, ele nos provoca reflexões sobre o nosso próprio fazer artístico,
sobre os rumos das artes da cena.
Algumas questões (ainda soltas) que o vídeo
me suscitou:
-
Performance é ciência?
-
Espaço de fissuras, zonas de desvio.
-
Que som péssimo!
-
Performance é sempre cena com objetos?
-
Abrir fendas, nunca imposição.
-
É difícil definir com parâmetros rígidos e fixos o que é performance, vai
contra sua própria natureza.
-
Está na pretensão do outro.
-
Não se espera resultado?
-
Não está pra dar respostas.
-
Riscos, limites do corpo.
-
É sensacionalista.
Precisamos
de utopias, de modelos inatingíveis. O excesso de liberdade nos dá a
possibilidade de conformamo-nos, o que é diametralmente oposto à nossa
natureza. Na falta de utopias, o consumismo é (causa?) uma saída, um caminho
que nos dá objetivos, por mais fúteis e imediatos que sejam.
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